sábado, 15 de Agosto de 2009

Amor Insensato


És Louco!
Insensato!
És Louco, Apaixonado!

Sabes o que fizeste?
Amaste-me…
Amas-me!

Nada quiseste,
Nada exigiste…
Disseste apenas:

“Amo-te…
Tenho sede de ti!
Quero-te mais que a Mim!”

Louco!
Insensato!
Não faças isso!

Porém Tu respondes:
“Não posso, porque te amo!”

Como as chamas de um infinito
Teu amor me seduz
E arranca um Sim!
Não há violência…
Tampouco descanso em mim
Se Te recuso,
Se não Te dou meu Sim!

Não é um sim a amar,
Antes a deixar que Me ames!
Amar-Te...
Ainda não posso…
Mas isso pouco Te importa,
Quase Te basta que me deixe amar!

Sim! Sim! Sim!
Eu quero e não posso,
Nunca poderei!
Pobre de mim!
Pobre de Ti!

terça-feira, 28 de Julho de 2009

Se me amas não chores

Se me amas não chores!
Se conhecesses o dom de Deus
e o que é o Céu!
Se tu pudesses escutar o cântico dos Bem-aventurados e ver-me no meio deles.
Se pudesses ver desvelar-se diante dos teus olhos os imensos horizontes e os novos caminhos onde ando!
Se, por um momento, pudesses contemplar, como eu, a beleza diante da qual todas as belezas empalidecem!
O quê?... Tu viste-me... Amaste-me no país das sombras e não me poderias ver ou amar no país das imutáveis realidades?
Acredita em mim: Quando a morte vier quebrar os laços, como ela quebrou os que me encadeavam, e quando, um dia que só Deus conhece e fixou, a tua alma venha para o Céu onde a precedeu a minha... nesse dia, tu me verás e encontrarás a minha ternura purificada.
Deus não gostaria que, entrando numa vida mais feliz, fosse infiel às recordações e às verdadeiras alegrias da minha outra vida, tornando-me menos amável.
Voltarás a ver-me, transfigurado, em êxtase e felicidade, já não aguardando a morte, mas avançando comigo, de instante em instante, nos novos caminhos da Luz e Vida, bebendo inebriado aos pés de Deus um néctar do qual ninguém se fartará.
Então... enxuga as tuas lágrimas e não chores mais ... se me amas!
(Oração de Santo Agostinho)

sábado, 25 de Julho de 2009

Mourir


Mourir
Oui, certainement!
Un jour, mais pas aujourd’hui.
Non, pas maintenant!
Et pourtant…
Il le faut.
Il le faudra bien... un jour!

Mourir,
C’est sortir.
Quitter le connue
Pour entrer dans l’Avenir,
Dans l’Eternel Présent.

Mourir,
N’est pourtant pas la mort…
C’est le passage,
Pour entrer dans l’Au-delà.
C’est se faire au large
Et quitter
La sureté du rivage.

Mourir,
Ce n’est pas mon destin,
J’ai été fait pour vivre!
Alors,
Je ne meurs pas,
J’entre dans la Vie!



Ontem o Pedro partiu para a casa do Pai!
Mas não morreu… entrou na Vida!
A-Deus Irmão!

quarta-feira, 29 de Novembro de 2006

Tudo ou Nada


Tudo ou nada!

Nesta folha em branco
Quisera escrever
A cor da minha alma.
Pôr preto no branco
A cor dos meus pensamentos.

Tudo ou nada!...
É o jogo da minha vida…
Uma mão cheia de coisas
E outra de promessas.
Mas são mais fortes estas!

Tudo ou nada!
Tu tudo, eu nada…
Mas o meu nada
Pelo Teu tudo!

Tenho tudo
E nada tenho…
Nada possuo
Mas tenho O que é tudo!

Tudo posso
Porque Te fizeste nada…
E pelo meu nada
Fizeste tudo!

Entregaste tudo
Pelo meu nada,
E eu pelo Teu tudo
Entrego tudo...

Que é nada!

segunda-feira, 25 de Setembro de 2006

Tu, onde estás?

“Onde estás ?”
Grita a Tua voz na minha noite.
Procurei longe de Ti
O que só em Ti encontrei.
Não sei porque parti,
Não sei porque te deixei.
Mas estou longe!...

“Onde estás?”
Sussurra a Tua voz
No vento do meu deserto.

Estou exausto
Pela aridez da Tua ausência…
Tenho sede
Do Teu corpo…
Tenho fome
Da Tua presença…
Mas estou longe!

“Onde estás?
- Murmuram Teus lábios no meu ouvido -
Eu estou aqui!
Procurei-te na noite.
Inquieto, busquei-te no deserto.
Encontrei a tua angustia…
Neste caminho até ti,
Alimentou-me a tua fome,
Saciou-me a tua sede.
Então, onde estás tu?
Porque Eu estou aqui
Perto de ti!”